Cinco Dias por Cinco Anos

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Cidade Baixa, Porto Alegre, 25 de fevereiro de 2011. Uma data gravada a marcas de pneu no asfalto da rua José do Patrocínio, na esquina com a rua Luiz Afonso. O dia em que a certeza da impunidade motivou que um homem, dentro de um automóvel, acelerasse para atentar contra a vida de 150 pessoas que faziam um trajeto que, em seu cerne, já era um protesto informal e indireto contra a impunidade. Feridas no corpo, 17 pessoas. Feridas em sua moral, a capital de um Estado. Não houve mortos nesse caso. A morte foi da civilidade.

Cinco anos depois, apesar de todos os esforços dos cidadãos, do Poder Judiciário, do Ministério Público, em sensibilizar os meios de comunicação, a própria população, os órgãos de trânsito da capital, a realização do julgamento – em júri popular – do bancário Ricardo José Neis, o atropelador de ciclistas, continua pendente. Não é o único caso: o deputado Carli Filho, sete anos depois de matar duas pessoas em Curitiba ao dirigir bêbado a 170km/h, também continua solto; o taxista que matou Joel Fagundes no ano passado em Porto Alegre, e já cumpriu pena por outras duas mortes, continua impunemente dirigindo táxis.

E nós, cidadãos de Porto Alegre, que não aguentamos mais tanta impunidade, tentaremos mais uma vez romper a apatia gerada pela banalização da violência. Durante cinco dias, por cinco minutos, a esquina da incivilidade terá uma pausa para reflexão. O trânsito será parado na esquina da José do Patrocínio com a Luiz Afonso por cinco minutos.

Cinco minutos equivalem a 300 segundos.

Cinco minutos equivalem a 0,02% de um ano que tem 21.960 minutos.

Cinco minutos são uma parte ínfima dos cinco anos em que apenas este crime de trânsito está impune. Mas esperamos que você se junte conosco nessa reflexão.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1570537933269942/

Participe!

 

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