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Ata Reunião Ordinária 13/06/2017

Membros presentes: 03

1. Doação de bicicletas: Foi apresentada uma doação recebida pelo Lappus que envolve bicicletas infantis, bicicletas de arrasto (aquelas sem pedal), um toldo inflável, entre outros. Foi levantada a ideia de ações onde se poderia utilizar o material. A decisão foi de convocar uma reunião a parte, envolvendo também o pessoal da Cidade da Bicicleta para ser feita manutenção dessas bicicletas e organização do material.

2. Planejamento cicloviário: Foi discutido o projeto da EPTC para a ciclovia da Barros Cassal, que iniciará na Voluntários. Ela deverá ser bidirecional e no lado direito da via. Um dos pontos analisados seria que após o cruzamento com a Vasco já há ciclovia até a Osvaldo, que é no lado esquerdo, se ligando diretamente com a ciclovia da Vasco. Assim quem viesse da Barros no lado direito teria que cruzar para o lado esquerdo. A sugestão é de que sejam alterados os tachões nos últimos metros, permitindo que antes do cruzamento o ciclista que desejar já possa sair da ciclovia e passar para o lado esquerdo.

3. Propostas UCB: Foram discutidas as propostas apresentadas pela atual gestão da UCB para um projeto do Itaú e prorrogamento de mandato em função do Bicicultura ter sido postergado. Considerando que não teríamos planos de lançar ou apoiar uma chapa ou sugerir alternativas viáveis, optou-se por apoiar as mesmas. Será enviado email pra lista explicando os detalhes pedindo a avaliação dos demais membros.

4. Pesquisa TA 2017: Confirmada nossa participação na nova pesquisa da Transporte Ativo sobre o perfil dos ciclistas. O projeto será encabeçado por duas voluntárias da Mobicidade. Posteriormente será necessário o apoio de outros voluntários para realizar a pesquisa.

5. Carris: As propostas para realização de trabalho de conscientização junto aos motoristas da Carris acabaram não acontecendo. Considerando a “falta de braço” que temos enfrentado nos projetos, esse trabalho ficaria arquivado a não ser que alguém se propusesse a tocá-lo.

6. Protásio: Revisado o questionário que havia sido feito para avaliação dos ciclistas que utilizam a av. Protásio Alves, em virtude da ausência da ciclovia nos planos de reforma da via e a resposta da EPTC de que bicicletas deveriam evitar a avenida e utilizar rotas alternativas. Serão feitas as alterações e encaminhadas pra lista.

Derrubado veto aos bicicletários na rua!

Através de muita pressão aos demais vereadores via email, redes sociais e presença na sessão da Câmara nessa segunda-feira, foi possível derrubar com unanimidade da Câmara o veto feito pelo prefeito Nelson Marchezan ao PL que permitiria a instalação de bicicletários no lugar de vagas de estacionamento na rua. Parabéns a todos que colaboraram de alguma forma para que esse objetivo fosse alcançado!

Sobre o projeto

De autoria do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), o PL 136/14 faz modificações na Lei 11.417, que versa sobre a instalação de paraciclos e bicicletários. Com a nova redação, comerciantes que desejassem poderão solicitar autorização para instalar os equipamentos no local de vagas de estacionamento em frente aos seus estabelecimentos. O projeto também recebeu uma emenda do vereador Mauro Zacher (PDT) para que a instalação necessitasse de autorização da EPTC. Apesar de ter sido aprovado na Câmara Municipal em dezembro de 2016, o projeto foi vetado pelo prefeito Nelson Marchezan, sob alegação de que causaria transtornos à mobilidade urbana.

Campanha dos Bicicletários

Em 22 de dezembro de 2016 foi aprovado na Câmara Municipal o PL 136/14, de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa, que modifica a Lei 11.417, que versa sobre a instalação de bicicletários. Com a nova redação, os proprietários de estabelecimentos comerciais que desejarem podem solicitar autorização para instalar bicicletários e paraciclos na calçada e via pública, mantendo a área de circulação de pedestres, e permitindo inclusive que os mesmos sejam instalados em vagas de estacionamento originalmente destinadas a veículos automotores.
Mesmo com a aprovação da PL na Câmara Municipal, incluindo uma emenda do vereador Mauro Zacher (PDT) que condicionaria a instalação dos equipamentos à aprovação da EPTC, em janeiro de 2017 a proposta foi vetada pelo prefeito Nelson Marchezan, alegando que poderia causar transtornos à mobilidade.
Desde então, foi lançada uma campanha com comerciantes da cidade, buscando conseguir o apoio da Câmara para a derrubada do veto do prefeito. Na última quinta-feira (16 de março) a votação não ocorreu por falta de quórum, sendo postergada para a próxima segunda-feira (20 de março).
O principal ponto do projeto é a possibilitade de “trocar” a vaga de um único carro estacionado por seis ou mais bicicletas. A Mobicidade apoia a aprovação da PL e nos benefícios do incentivo à mobilidade ativa.

Faça também sua parte enviando um email aos vereadores pedindo a derrubada do veto através do site http://www.bicicletarios.minhaportoalegre.org.br/ e venha ajudar a pressionar os vereadores na sessão da Câmara da próxima segunda-feira, a partir das 14h (av. Loureiro da Silva, 255).

Juntos podemos construir uma Porto Alegre melhor para todxs!

Evento “Porto Alegre para Quem?”

No dia 21 de Março (terça-feira), a Mobicidade estará participando do evento “Porto Alegre para Quem?”, realizando a partir das 18h no Largo Glênio Peres um intervenção de oficina de bicicletas. O evento envolverá uma semana de debates entre os dias 20 e 25, sendo organizado pelo coletivo A Cidade Que Queremos, no Clube de Cultura (rua Ramiro Barcelos, 1853 – Bom Fim).

Contamos com tua participação!

Confira o evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1849740528620053/

Respeitômetro na Mídia

Confira a repercussão do evento na mídia!

Foto: Maia Rubim/Sul21

Evento criará “respeitômetro” para conscientizar motoristas

No dia 9 de março (quinta-feira) será realizado um evento com participação da Mobicidade, ACPA, Detran/RS, Lappus e CETRAN sobre o respeito ao 1,5m de distância de ultrapassagem aos ciclistas no trânsito.
A partir das 9h da manhã o grupo irá se concentrar na esquina das avenidas Wenceslau Escobar e Otto Niemeyer, na zona sul de Porto Alegre, onde será montado um “respeitômetro”, o qual exemplificará a distância correta de ultrapassagem. A “fina”, como é popularmente conhecida, além de pôr em risco a vida do ciclista, é considerada infração de trânsito e é passível de multa pela EPTC.
Um grupo de oito ciclistas participará ativamente da atividade, mas quem desejar estar presente para acompanhar o evento será muito bem-vindo. A aproximação com os órgãos oficiais de trânsito são o resultado de muito trabalho dos ciclistas da cidade e nos dão esperança de podermos pedalar com cada vez mais segurança e respeito dentro da cidade.
Acompanhe o evento criado pelo Detran/RS no Facebook: https://www.facebook.com/events/188992604921123/

Carta Aberta a Prefeitura e EPTC

Caros prefeito Nelson Marchezan Júnior e diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação, Marcelo Soletti,

Viemos a público, por meio desta carta aberta, apelar para que a gestão municipal mantenha ativo o cumprimento do Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) de Porto Alegre, agilizando sua execução e ampliando a quilometragem já existente, bem como outras políticas alinhadas, de humanização e acalmamento do trânsito de nossa Capital.
O PDCI de Porto Alegre foi estabelecido por lei no ano de 2009 e prevê 495km de vias cicláveis, além de sinalização e medidas de educação no trânsito relativas à consolidação da bicicleta como meio de transporte e a integração dos usuários desse modal com os outros atores do trânsito. A execução total do plano cicloviário está ainda longe de ser alcançada, mas entendemos que os cerca de 40km que foram feitos até agora, com visível e gradual melhoria das estruturas, foi resultado do trabalho realizado pela EPTC e seus profissionais, que também gradualmente se abriram ao diálogo com a comunidade ciclística, ouvindo demandas e necessidades dos cidadãos portoalegrenses no tocante ao transporte por bicicleta na capital gaúcha, o que entendemos que foi determinante na melhoria das estruturas ao longo desses anos. E tudo, sem dúvida, pode melhorar.
Esses fatores, somados à situação cada vez mais saturada do modelo antigo de mobilidade em grandes e pequenas cidades – baseado no automóvel – têm contribuído para um aumento visível e documentado dos deslocamentos por bicicleta em Porto Alegre. Pesquisa da ONG Transporte Ativo, realizada em 10 capitais, no caso de Porto Alegre aponta que 52% dos mais de 200 entrevistados começou a utilizar a bicicleta como meio de transporte nos últimos cinco anos. Muitas já utilizam regularmente as ciclovias e ciclofaixas da Capital, e o fazem inclusive utilizando as bicicletas compartilhadas do Bike POA – projeto patrocinado pelo Banco Itaú e que teve seu contrato renovado por mais cinco anos a partir de 2016. Porto Alegre tem a maior taxa de utilização do programa em comparação com outras cidades e a população almeja por sua ampliação. Ou seja, muitos de nós porto-alegrenses já nos encorajamos a deixar o carro em casa e utilizar a bicicleta, o transporte público e o deslocamento a pé. Isso acontece principalmente quando sentimos que estes modais são eficazes e seguros, e têm o respeito da parcela da população que não pode prescindir do uso do automóvel. O equilíbrio entre estes modais, inclusive, torna o próprio deslocamento motorizado mais eficiente, trazendo a velocidade a um nível seguro para todos e consequentemente diminuindo acidentes e a morbidade destes.
Esse uso pode aumentar ainda mais, à medida em que ciclovias e ciclofaixas tenham continuidade e formem malhas cicloviárias completas. Entendemos que o projeto apresentado pela EPTC à comunidade no mês de dezembro de 2016, que concerne especificamente às ciclorrotas e rotas de bicicleta, é destinado a impulsionar a formação dessa malha concomitantemente à execução do plano cicloviário. A continuidade deste e de outros projetos, além do PDCI como um todo, tornam fundamental que as áreas destinadas e relacionadas ao modal bicicleta sejam mantidas e, se possível, até prioritariamente ampliadas, de modo a também manter a execução do PDCI em dia com as necessidades da população, e em acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana.
A ampliação do PDCI, acreditamos, alinha-se com suas propostas de campanha e o plano de governo que obtiveram a maioria do voto popular, e em que foi dito que “a utilização de bicicletas para deslocamentos é uma tendência mundial, que melhora a qualidade do ar, diminui acidentes, e promove a saúde dos usuários. Ampliaremos a extensão e melhoraremos a qualidade do Plano Cicloviário, tornando os trajetos ciclísticos integrados e seguros, e promovendo a conscientização da população sobre a importância do respeito ao ciclista”.

Desse modo, como usuários de bicicleta e de outros meios de transporte que também somos, nos colocamos, como desde sempre, à disposição para participar do processo de ampliação do PDCI, contando com a indispensável expertise técnica prefeitura para transformar a necessidade da população em ações e obras efetivas.
Sabemos que tal disposição é necessária para que tenhamos em nossa Capital uma circulação mais eficiente, com a integração de todos os modais de transporte, um ar mais respirável e um ambiente urbano livre de violência no trânsito, o que não é uma utopia e, sim, já é uma realidade crescente em centenas de cidades do mundo.

Atenciosamente,

Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (Mobicidade).

Entrega da carta ao diretor da EPTC no dia 31/01/2017.

Reunião Aberta com a EPTC

A reunião ocorrida no dia 06 de dezembro teve forte participação de ciclistas e interessados, assim como o DETRAN e pessoal de outras equipes da própria EPTC. Basicamente a apresentação se focou em dois projetos da EPTC que são paralelos ao Plano Cicloviário (PDCI).
O primeiro seria o projeto das Ciclorrotas, que envolveria sinalização vertical e na pista em vias com velocidade inferior a 40km/h e que não estejam dentro do planejamento do PDCI, não sendo ideia repavimentar as mesmas. Existem alguns núcleos já definidos, sendo que no Menino Deus já há um projeto piloto nas ruas Saldanha Marinho e Gonçalves Dias.
O segundo projeto é o chamado “Rota de Ciclista”, onde se utilizaria sinalização vertical alertando sobre a ultrapassagem a 1.5m e a preferência de ciclistas e pedestres nas conversões em vias que fazem parte do planejamento do PDCI porém ainda não receberam a infraestrutura planejada, ou ainda em algumas que não façam parte do PDCI porém sejam muito utilizadas por ciclistas e tenham velocidade máxima de 60km/h, como as avenidas Farrapos, Cristóvão Colombo e arredores.
Com um ousado plano de implementar os dois projetos ainda em 2017, a EPTC se baseou nos mapas de acidentalidade dos últimos anos e, embora com ressalvas, utilizou também o mapa de calor do Strava, o que foi criticado por boa parte dos presentes. Algumas das vias citadas foram indicações feitas pelo email ciclorrotas@eptc.prefpoa.com.br, criado especificamente para que ciclistas possam fazer sugestões nos projetos.
Diversos questionamentos foram feitos, como o uso do projeto como subterfúgio dos núcleos políticos (e não necessariamente dos técnicos da EPTC) para protelar a execução do próprio PDCI, foco dos recursos na sinalização das Rotas de Ciclista pois as Ciclorrotas poderiam ser uma tentativa de desviar os ciclistas para ruas pouco utilizadas e até perigosas (questão rebatida pela EPTC alegando que um dos critérios é as vias já serem utilizadas por ciclistas), temor de que as Ciclorrotas sigam o exemplo das ciclovias e não componham redes efetivas (“indo do nada a lugar nenhum”), sendo sugerida a criação de rotas realmente (como sinalização do tipo “Você está na rota ZN x Centro”, por exemplo), como seria feita a divulgação e fiscalização da sinalização e como agir em relação à infrações, entre outros pontos.
Uma situação que fica um tanto em aberto é a dúvida em relação aos projetos do novo governo municipal e quem assumirá a EPTC, podendo haver forte influência nos projetos apresentados, nos já existentes e na própria execução do PDCI, embora tenha ficado mais uma vez clara a necessidade de aproximação com os corpos técnicos a fim de estabelecer um melhor diálogo e fiscalização do trabalho do órgão.