1ª edição da Volta Ciclística dos Arq e Urb – Joel Fagundes

A Mobicidade é uma das apoiadoras do evento organizado pelo SAERGS e IAB RS. A Volta Ciclística nasceu em 2015 em memória de Joel Fagundes. O arquiteto e urbanista de 60 anos, conhecido pela sua genialidade criativa referenciada nos trabalhos que realizou na Bienal do Mercosul, tinha a bicicleta como principal meio de transporte dentro e fora da cidade.

Na manhã de domingo de 08/02/2015, perto das 9h, Joel pedalava na avenida Severo Dullius, próximo ao aeroporto, quando foi atropelado por um táxi.

O evento será realizado no dia 9 de dezembro (sexta-feira), às 19 horas, com concentração e saída do Largo Zumbi dos Palmares e conta com apoio de outros grupos relacionados a bicicleta como PedAlegre e Bike Anjo, além da Mobicidade.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1646142909017285/

Reunião Aberta de Ciclorrotas e Rotas do PDCI com a EPTC

A EPTC convida os ciclistas e interessados a participarem de uma reunião aberta com representantes de diversas áreas da EPTC (Planejamento, Educação e Fiscalização), na qual será apresentado o estudo e o programa para implantação de ciclorrotas em Porto Alegre.

Ciclorrotas são vias compartilhadas (veículos automotores e bicicletas utilizam os mesmos espaços) com sinalização especial. Dentro do projeto da EPTC essa sinalização poderá ser feita em vias de fluxo e velocidade moderadas (onde a máxima seja 40km/h) e não estejam contempladas no Plano Cicloviário (PDCI) para receberem ciclovias e ciclofaixas.

Ciclistas que desejarem fazer sugestões de locais para implantação podem fazê-lo através do email ciclorrotas@eptc.prefpoa.com.br, sendo que os planos da EPTC são implantar boa parte do projeto ainda em 2017.

Na reunião também será divulgada a sinalização desenvolvida pela EPTC para em caráter educativo e provisório marcar as ruas que estão no Plano Cicloviário porém ainda não receberam as ciclovias.

A reunião será realizada no dia 6 de dezembro (terça-feira), a partir das 9h no Auditório da EPTC (Rua João Neves da Fontoura, 7 – Bairro Azenha).

A Mobicidade estará presente e divulgará o que for apresentado, porém é de vital importância a máxima participação dos ciclistas nesse dia. Vamos acompanhar e fiscalizar o trabalho que tem sido feito pela EPTC.

Mais informações: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/eptc/default.php?p_secao=227

Ricardo Neis é condenado em julgamento

A Mobicidade acompanhou todo o julgamento de Ricardo Neis, que durou mais de 20 horas entre os dias 23 e 24 de novembro de 2016. Após mais de cinco anos de espera a expectativa em relação ao resultado era grande. Fizemos uma cobertura minuto a minuto do júri pelo Twitter da Mobicidade (CLIQUE AQUI e acompanhe como foi).

O Caso e a Acusação

No dia 25 de fevereiro de 2011, um grupo de cerca de 150 ciclistas participava da Massa Crítica em Porto Alegre. Por volta das 19h o grupo saiu do Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, e entrou na rua José do Patrocínio. Pouco mais de 500 metros depois, na esquina com a rua Luiz Afonso, o bancário Ricardo Neis, acompanhado do filho de 15 anos, acelerou o automóvel Golf contra o grupo de ciclistas, atingindo diretamente 17 deles e realizando um verdadeiro “boliche humano”. As imagens percorreram o mundo.

As alegações de Neis sempre foram legítima defesa, acusando os ciclistas de terem depredado o carro e tentado linchá-lo. Através de diversos recursos, a defesa vinha conseguido postergar o julgamento, e conseguiu a desqualificação no caso de algumas vítimas de “tentativa de homicío” para “lesão corporal”, pelo fato dos mesmos não terem sido atingidos diretamente pelo carro de Neis, e sim por outras bicicletas, decisão abertamente criticada pelo Ministério Público.

Em um tribunal de júri popular, Neis era acusado de 11 tentativas de homício triplamente qualificadas e 3 lesões corporais. A acusação, feita pelos promotores do Ministério Público Lúcia Helena Callegari e Eugênio Amorim, pedia 25 anos de reclusão em regime fechado, pena máxima para as acusações.

O Julgamento – Parte I: Depoimento das Vítimas

Na quarta-feira, primeiro dia, foram ouvidas individualmente 10 das vítimas de Neis. Eduardo, Tiago, Marcos, Diego, Moisés, Valesca, Sheila, Dailor, Adilson e Maria Cristina contaram aos jurados sua versão sobre aquele fatídico 25 de fevereiro e responderam perguntas da acusação e da defesa, que seguiram uma linha sobre se haviam visto o início da discussão com Neis, se ele poderia ter utilizado alguma rota alternativa para sair da José do Patrocínio, detalhes sobre o funcionamento da Massa Crítica (em especial a função dos rolhas), as lesões que sofreram e sobre seu conhecimento sobre a legislação para bicicletas. O vídeo do atropelamento foi mostrado a cada uma delas, solicitando que tentassem se identificar nas imagens. O abalo psicológico das vítimas era claro, várias choraram ao ver as imagens. Alguns disseram desde então nunca mais terem tido coragem de subir em uma bicicleta.

Nenhuma das vítimas disse ter visto o carro de Neis ser depredado, que o mesmo estava visivelmente irritado e os ciclistas pediam calma, tendo avisado o motorista de que haviam crianças e idosos no grupo.

O Julgamento – Parte II: Testemunhas da Defesa

Ainda na quarta-feira falaram também individualmente as três testemunhas da defesa, sendo que nenhuma delas havia presenciado o atropelamento. Por uma confusão da defesa, foi erroneamente chamado um dos profissionais do IGP que havia feito a perícia do carro de Neis, o qual foi posteriormente dispensado pelo juiz de depôr.

O primeiro a falar foi o delegado responsável pelo inquérito policial na época. Já aposentado, o delegado apresentou uma narrativa confusa, inicialmente culpando os ciclistas pela falta de aviso às autoridades sobre a realização da Massa Crítica, dizendo que existiriam regras no nosso país e declarando “aqui não é a Líbia”. Questionado pela defesa e acusação, não sabia embasar os motivos de ter classificado o caso como tentativa de homicídio e ter pedido a prisão preventiva do réu, e declarou veemente à promotora nunca ter interrogado Neis, mesmo que esse registro estivesse no inquérito. O delegado se declarou constrangido por ter que depôr.

Após a confusão com o perito, a defesa chamou um advogado especialista em trânsito e mobilidade urbana. Durante os questionamentos o advogado analisou as cinco infrações que constavam na ficha de Neis, sugerindo possíveis justificativas para cada uma delas e dizendo que já havia visto casos muito piores durante seu trabalho analisando infrações na JARI do DETRAN. Após assistir ao vídeo, referiu-se ao caso como “lamentável, triste, conduta equivocada do réu”, culpou os ciclistas pelo bloqueio da via e a falta de capacete e equipamentos obrigatórios, dizendo também já ter vistos atropelamentos muito piores. Foi bastante pressionado pelo promotor Amorin, ficando bastante tenso e se perdendo em algumas respostas, sendo abertamente acusado de ter feito um “depoimento comprado”.

O Julgamento – Parte III: Depoimento do Réu

A quinta-feira iniciou com Neis contando sua versão do atropelamento. Como já havia declarado em outras entrevistas, disse que agiu em legítima defesa, pois os ciclistas estavam depredando o carro e ele havia temido pela vida sua e do filho de 15 anos que o acompanhava no banco do carona.  Neis disse que estava bastante calmo no dia, que havia conversado com os ciclistas e nem mesmo buzinara. Acusou um grupo de ciclistas de cercar o carro, batendo nele o tempo inteiro e o impedindo de desviar nas demais ruas. Nas suas próprias palavras, “arrancar foi o caminho menos traumático para sair, evitando bater diretamente nas pessoas, agi instintivamente, não queria derrubar ninguém”. Ainda declarou que não parou de acelerar pois as pessoas que estavam sobre o capô poderiam cair sob as rodas, e que não imaginava que houvessem tantas pessoas a frente.

Nos primeiros questionamentos da promotora Lúcia Helena, acusou os ciclistas pela obstrussão da via, respondeu sobre as infrações que constavam em sua ficha e acusou os dados da promotora de serem “um arrolar de mentiras para forjar um perfil do réu”. Pressionado pela promotora, Neis fica claramente incomodado, passa a erguer a voz e se recusa a responder as demais perguntas da promotora. O promotor Amorin então passou a fazer uma série de perguntas ao réu, sobre sua vida, sobre o desenrolar do dia do atropelamento, as quais respondeu calmamente. A promotora Lúcia Helena então voltou a perguntar, questionando sobre declarações na imprensa e laudos psiquiátricos que indicavam uma personalidade irritadiça e agressiva, não respondendo a maioria delas e chamando o laudo psiquiátrico forense de falso. A última pergunta da promotora foi emblemática: “o senhor se arrepende?”, respondida apenas com o silência do réu.

Vieram então as perguntas da defesa, que perguntou sobre a trajetória profissional do réu e mais detalhes sobre o dia, corroborando a tese de legítima defesa.

O Julgamento – Parte IV: Debate das Partes

Após o depoimento do réu, a acusação teria 1h30min para falar aos jurados, seguida pela defesa, que teria o mesmo tempo. Então haveriam mais 1h de réplica para a acusação e 1h de tréplica, finalizando assim os debates e iniciando os momentos de decisão sobre o caso.

A explanação da acusação foi feita pela promotora Lúcia Helena, que chamou o réu de egoísta e individualista. Leu trechos dos depoimentos de testemunhas que pedalavam com o grupo ou apenas assistiam sua passagem. Falou sobre as qualificadoras da acusação: motivo fútil, perigo comum para a coletividade (embora ele tenha “acertado” apenas 17 pessoas, poderiam ter sido muito mais) e recurso que dificultou a defesa das vítimas (os ciclistas foram acertados de surpresa por trás). Citou o depoimento de uma testemunha que estava no carro ao lado do Golf de Neis, que vinha pela faixa central (Neis ocupava a faixa da esquerda) e desviou do grupo entrando à esquerda na rua da República, colocando em dúvida o relato do réu de que não era possível ter entrado naquela via. Encerrou pedindo a condenação do réu a 25 anos de reclusão e dizendo “tu não és o sol, tu és igual a todo mundo”.

Foi então a vez da defesa falar. O advogado Manoel Castanheira falou sobre o sofrimento de Neis por suportar “um processo criminal e difamante”, e leu trechos dos depoimentos das vítimas para corroborar a tese de legítima defesa, tendo como fator extra o medo e o pavor sentidos pelo réu no momento, o qual não teria outra saída senão fugir. Leu os laudos dos exames de corpo de delito das vítimas, declarando que para todos eles constava que não houve perigo de vida, e questionando o não uso de equipamentos de proteção. Passou a analisar e questionar as acusações e qualificadoras, sugerindo que caso o júri não achasse o réu inocente, poderia desqualificar a acusação de tentativa de homício e considerar algo mais próximo de acidente de trânsito. Finalizou dizendo que Neis “jamais utilizou o carro como arma, mas para proteger a si e ao filho”.

A réplica da acusação foi feita pelo promotor Amorin. Iniciou dizendo que a defesa havia solicitado formalmente a não-exibição do vídeo em julgamento pois o mesmo seria “editado”, e questionou o réu de se realmente havia sido legítima defesa, qual o motivo do mesmo após o atropelamento  ter abandonado o carro sem placas e ido beber em vez de ter ido à delegacia explicar sua versão. O promotor ainda mostra aos jurados fotos da perícia do carro, questionando a depredação que havia sido feita pelos ciclistas, e exibe uma parte do desenho animado da Disney “Senhor Trânsito”, no qual o personagem Pateta mudava de um sujeito calmo e pacato para alguém agressivo e egoísta quando passava a dirigir seu carro. Mostrou trechos congelados do vídeo onde não aparecia ninguém ao redor do carro, e respondeu à defesa que o “perigo de vida” dos laudos do IML era do ponto de vista médico e não legal, pois o ato de Neis só não causara óbitos por motivos alheios, e que o mesmo tinha noção do que estava fazendo. Fez um exercício com os jurados, pedindo que imaginassem uma pessoa amada em uma das bicicletas e encerrou sua fala com a cena do carro acelerando congelada e questionando se os jurados deixariam Neis acelerar ou o mandariam parar.

Foi então a vez da defesa fazer a tréplica, iniciada pelo advogado Castanheira com um exercício semelhante ao feito pelo promotor, porém pedindo aos jurados que se colocassem no lugar do motorista, e fala sobre o uso da violência a fim de proteger alguém. Após citar um caso no qual ciclistas teriam depredado um táxi e o taxista fugido a pé, é interrompido pelo promotor que exibe fotos do táxi com poucos danos e pede que o advogado cite a matéria inteira pois um ciclista havia sido gravemente atropelado. O promotor passa a insistentemente fazer comentários durante a fala da defesa, incomodando o advogado. Finalizou questionando o tempo de prisão de 25 anos, a situação dos presídios onde o réu cumpriria junto a facções, onde “não seria um lugar para crimes de trânsito”, e pedindo aos jurados que não tomassem uma decisão por pressão popular ou as figuras utilizadas pela acusação, e sim pela seriedade e o instinto de proteção aos filhos.

O Julgamento – Parte V: A Decisão

Os jurados levaram cerva de 40 minutos para tomarem uma decisão, a qual foi lida pelo juiz Maurício Ramires. Neis foi declarado culpado por todas as acusações, porém por questões como o fator de ser réu primário, a pena foi definida em 12 anos e 9 meses de cadeia inicialmente em regime fechado sem prisão preventiva, ou seja, Neis poderá recorrer em liberdade. Também não foi pedida a exoneração do cargo público pelo entendimento que seu trabalho no Banco Central não teria relação com o caso.

E agora?

Logo após o julgamento, a defesa já declarou na imprensa que entrará com recurso para diminução da pena e cogita inclusive pedir a anulação do julgamento por conta de provas como a falta de equipamentos obrigatórios (lembrando que segundo o CTB o capacete não é um item obrigatório). Os promotores também já declaram que consideraram a pena branda e entrariam com recurso para aumento da mesma, portanto o caso deve se desenrolar ainda por algum tempo antes de Neis iniciar o cumprimento de qualquer pena.

#NãoFoiAcidente

Créditos da imagem: Vá de Bike.org

Julgamento Ricardo Neis

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E finalmente, após mais de cinco anos de espera, Ricardo Neis vai a júri popular. O julgamento ocorrerá nessa quarta-feira (23/11) a partir das 9h na 1ª Vara da Capital, no Foro Central de Porto Alegre (rua Márcio Vidor). Embora aberto ao público, são poucos lugares e haverá distribuição de fichas a partir das 8h30, lembrando que por se tratar de um tribunal não serão toleradas manifestações no interior do mesmo.

Relembre o Caso

Na noite do dia 25 de fevereiro de 2011, por volta das 19h, quando o grupo da Massa Crítica seguia pela rua José do Patrocínio, Neis após tentar forçar a passagem pelo grupo de 150 ciclistas, acelerou seu automóvel contra o grupo, atingindo diretamente 17 deles e provocando um verdadeiro boliche humano. O atropelamento foi todo gravado, e o vídeo correu o mundo inteiro, sendo noticiado em portais internacionais como o Telegraph, New York Times, BBC, The Huffington Post e The Guardian (clique sobre os nomes para ver as notícias).

Após muitas manobras da defesa, Neis ficou pouco mais de um mês na cadeia, conseguindo liberdade provisória. Além dos constantes adiamentos do julgamento, conseguiram a diminuição da pena para 11 tentativas de homicídio e cinco lesões corporais.

Arrependimento?

Em entrevista ao SBT RS nos últimos dias, Neis se declarou inocente e culpa os próprios ciclistas pelo atropelamento. Segundo o próprio o ato foi em legítima defesa, pois caso não tivesse acelerado o carro, os ciclistas teriam matado ele e o filho.

Ricardo no momento do atropelamento levava o filho para a casa da mãe no seu automóvel Golf. Ricardo tinha pressa. Ricardo achava errado os ciclistas estarem na pista. Felizmente não houveram vítimas fatais. Infelizmente Neis é apenas um reflexo da violência do nosso trânsito. Que a justiça seja feita.

#NãoFoiAcidente

Evento Vidas em Trânsito

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No último domingo então aconteceu o evento “Vidas em Trânsito”, uma parceria entre a Mobicidade e o StudioClio. O evento começou com a exibição do vídeo “Lavando a Alma“, sobre o atropelamento, e em seguida tivemos painéis com o Eduardo Iglesias, um dos ciclistas que foi diretamente atingido por Ricardo Neis, Alessandra Both, que é engenheira na EPTC e responsável pelos projetos de mobilidade e Ildo Szinvelski, diretor geral do DETRAN/RS.

Após os painéis, foram abertas perguntas ao público para serem debatidas pelos painelistas, e infelizmente por conta do tempo o debate acabou sendo bastante reduzido. Embora com algumas falhas, tivemos também a transmissão ao vivo do evento e uma cobertura no Jornal Zero Hora (veja a matéria AQUI). Obrigado a todos que compareceram, acompanhem algumas das imagens capturadas pela Caroline Rolim:

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Ata Reunião Ordinária 31/10/2016

Associados presentes: 05

1. Proposta do Quintal Cultural: Esse coletivo fez contato para saber de uma possível parceria com a Mobicidade na realização da mostra itinerante Bicicultura de 2016. A proposta foi a de marcar-se uma reunião com pessoas interessadas da Mobicidade para discutir-se o que envolve essa proposta. Vai ser verificada a disponibilidade do pessoal da Quintal e quem da Mobicidade se interessa.

2. Atividades relacionadas ao julgamento de Ricardo Neis: Há sugestões de realização de atividades antes da data do julgamento, como o objetivo de chamar a atenção da imprensa e da população sobre o caso. Dentre as sugestões colocadas na reunião, estão: compor uma carta aberta; realizar um debate, convidando alguém especializado na área jurídica para comentar o caso na perspectiva legal, e outros organizações, tanto independentes quanto do poder público, como fundações, pessoas que estavam na Massa de 2011, ZISPOA, DETRAN, EPTC. Acrescenta-se a ideia de espalharmos cartazes no local onde houve o atropelamento para chamar para a discussão e que o evento também envolva a apresentação do filme “Lavando a Alma”. Ficou em aberto para ser discutido sobre a viabilidade e pertinência de se fazer o evento em local público (sugeriu-se a Redenção) ou privado (algum auditório). Sugestão de data: 20/11.

3. Resultado Eleições 2016 e Perspectivas para 2017: Dadas as perspectivas manifestas de que provavelmente a associação não terá abertura para discussão com a nova gestão, as discussões na reunião voltaram-se para o tema do propósito da associação. Nisso lançou-se ideia sobre se deve haver foco com a parceria com outras associações como forma de pleitear espaço de diálogo ou se deve focar-se em ações de pressão e reivindicação. Conversou-se também sobre como os exemplos de associações de outras cidades brasileiras podem servir de referência para futuras ações, bem como a possibilidade de aplicar tais práticas no contexto de Porto Alegre.

Evento Vidas em Trânsito

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Em fevereiro de 2011 Ricardo Neis acelerou seu veiculo contra 150 pessoas que  participavam da Massa Crítica, um caso que repercutiu mundialmente gerando revolta, comoção e muito debate.

Na próxima quarta-feira, mais de cinco anos depois do atropelamento, Neis irá sentar perante juri popular.

Como vai funcionar esse processo? Qual o impacto na vida das vítimas? O que os órgãos públicos responsáveis pelo trânsito tem feito para evitar que vidas se tornem estatísticas nas nossas vias? Buscando essas e outras respostas a Mobicidade e o StudioClio convidam todos a participarem do evento “Vidas em Trânsito”.

O evento é aberto e ocorrerá no próximo domingo, dia 20/11, às 19h00 no StudioClio (rua José do Patrocínio, 698 – Cidade Baixa).

Entrada gratuita.

Participe e ajude na busca por um trânsito mais humano.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/177566099371889/


Realização:

Mobicidade – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta
http://www.mobicidade.org/

StudioClio – Instituto de Arte & Humanismo
http://www.studioclio.com.br/

Mobicidade apóia Av. Beira-Rio para a população

Em Janeiro de 1989 foi publicado em Porto Alegre o Decreto 9.372, o qual definia o fechamento de toda a extensão da Av. Edvaldo Pereira Paiva (a Beira-Rio) para veículos nos finais de semana e feriados. Em 2012 o Decreto foi alterado e a área de fechamento foi reduzida para o trecho entre a Usina do Gasômetro e a rótula das Cuias. Com as obras que fecharam boa parte da orla, o Decreto foi alterado novamente em novembro de 2015 e a área de fechamento foi definida entre a Usina do Gasômetro e a rua Nestor Ludwig (via que divide o Parque Marinha e o Estádio Beira-Rio).
Basta uma caminhada pela via em um final de semana ou feriado para ver a grande quantidade de pessoas que frequenta a área fechada. Famílias, crianças e pessoas de todas as idades ocupam o espaço urbano, enchendo a orla de vida. Além disso, o fechamento também é benéfico para os pequenos comerciantes ao redor da orla. Porto Alegre é uma das pioneiras desse modelo, sendo que diversas cidades do Brasil e ao redor do mundo também implementam esse sistema que ficou conhecido como “vias de lazer”, sendo um dos casos recentes mais famosos o da Av. Paulista, em São Paulo, seguindo uma tendência mundial de priorização das pessoas em relação aos automóveis.
O impacto desses fechamentos ao trânsito é mínimo, e diversos estudos nacionais e internacionais tem mostrado que a construção e/ou alargamento de vias não resolvem os problemas de mobilidade. Enquanto a tendência mundial é a priorização das pessoas, corremos o risco de após o final das obras na orla o trecho para as pessoas volte a ser fechado apenas entre a Usina e a rótula das Cuias. Se com o trecho atual muitas vezes já falta espaço para tantas pessoas, como será quando diminuírem ainda mais essa área?
Nessa quinta-feira a sessão da Câmara votará o PLL 279/13, de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), que determina o fechamento para veículos de toda a extensão da Beira-Rio, do Gasômetro até o Iberê Camargo, nos finais de semana e feriados das 6 às 20h (21h no horário de verão), havendo exceções para situações pontuais como escoamento de trânsito em caso de grande eventos.
A Mobicidade acredita e luta por uma cidade para as pessoas. Espaços para o público devem ser expandidos e não reduzidos. Declaramos nosso apoio ao PLL 279/13 e esperamos que nosso legislativo tenha consciência da importância desse projeto para o bem-estar da população. Além de enviarmos essa carta por email aos nossos vereadores, estaremos presentes na sessão dessa quinta-feira, e convidamos a todos que puderem participar também a comparecer na Câmara de Vereadores (Av. Loureiro da Silva, 255) a partir das 14h, vamos pressionar nossos vereadores a aprovarem esse projeto!

Ata Reunião Ordinária 03/10/2016

Associados presentes: 07

1. Reflexões sobre ações da Mobicidade: O contexto político envolvendo o resultado do primeiro turno das eleições em Porto Alegre motivou os presentes a conversam sobre o papel da Mobicidade e seu caráter de aproximação institucional. Nisso surgiram sugestões de buscar-se também a promoção de eventos e ações em conjunto com outras associações. Outro ponto é a sugestão de um possível enfoque em questões mais pontuais, com demandas locais (como lombo-faixas, por exemplo). Foi informado também que no dia 22 de Outubro haverá um evento em frente ao Araújo Vianna que reunirá diversos movimentos e a Mobicidade também foi convidada a participar. A partir dessa informação, houve sugestão de fazer-se um manifesto com o posicionamento da nossa associação a respeito do cenário político atual.

2. GT Eleições: Ficou-se em dúvida que ações seriam pertinente para este segundo turno, dado que envolve justamente dois candidatos que não dialogaram conosco no primeiro turno e não assinaram a carta de compromisso. O edital da UCB vai ser verificado a fim de confirmar quais ações constam como obrigatórias de serem feitas no segundo turno. Pontuou-se então como ações a serem feitas: divulgar novamente os dados da pesquisa que fizemos; reenviar as cartas de compromisso para os candidatos; promover reuniões abertas de análise da questão da mobilidade nos planos dos candidatos em questão (convidando-os, inclusive) e elaborando um material a partir dessa discussão para divulgar.

3. Evento FIERGS: Houve convite para a Mobicidade apresentar uma fala sobre mobilidade em um evento promovido pela FIERGS (tendo como público-alvo empresas ligadas à instituição) no dia 20 de Outubro. Trata-se de um workshop, com tempo de apresentação de 15 a 20 minutos, focando-se nos dilemas atuais sobre uso excessivo do automóvel. Durante a reunião foi mostrado algum material que a associação já possui que pode servir de base para compor a apresentação. Será marcada reunião com as pessoas interessadas em compor o material.